ENSAIO SOBRE A ANLISE FLMICA PDF

Para Jos Luiz Braga, existe, ao lado dos sistemas de produo e recepo, um terceiro sistema, nomeado por ele como sistema de resposta social, que junto aos outros dois, completaria o processo de midiatizao social e completando efetivamente o ciclo da comunicao. O autor, mesmo discorrendo a respeito desse sistema e das crticas miditicas de uma forma geral, no fornece uma metodologia que abrange a crtica cinematogrfica, objeto principal do nosso estudo. No cabe, como crtico, contar tudo, seja porque o filme contenha elementos de surpresa ou suspense, que devem ser preservados, seja porque uma oferta excessiva da narrativa usurparia o interesse pelo objeto na sua prpria forma de coisa a ser vista substituindo o filme pela crtica , seja ainda porque desviaria os objetivos principais desta, que se situam mais alm dessa oferta ao leitor BRAGA, , p. O riso: ensaio sobre a significao do cmico. Traduo Nathanael C.

Author:Sakora Mezizuru
Country:Denmark
Language:English (Spanish)
Genre:Politics
Published (Last):28 May 2009
Pages:284
PDF File Size:20.76 Mb
ePub File Size:7.73 Mb
ISBN:985-4-59478-226-8
Downloads:49778
Price:Free* [*Free Regsitration Required]
Uploader:Kezahn



Fichamento do livro Ensaio sobre a anlise flmica, ed. Papirus, SP, 7 edio, Paulo, ed. Papirus, 7 ed. Resumo Tendo em vista que a anlise flmica no um fim em si uma prtica que procede de um pedido, o qual est situado em um contexto institucional. Porm, esse contexto varivel, e disso resultam demandas igualmente variveis. A definio do contexto fundamental para o enquadramento da anlise.

Dessa forma, a obra pretende transmitir alguns princpios, instrumentos, condutas vlidas em todos os contextos, a partir do momento em que se parte de um objeto-filme para analis-lo, ou seja, para desmont-lo e reconstru-lo de acordo com uma ou vrias opes a serem precisadas. Est explcito o esforo por compreender exatamente os elementos expostos para o desenvolvimento da anlise flmica. Primeiramente, prope alguns pontos de reflexo geral relativos histria das formas cinematogrficas, as ferramentas da narratologia e os problemas da interpretao.

Em seguida, prope anlises do plano isolado ao filme inteiro. Na segunda parte so apresentadas anlises prticas que no so exemplos, visto que se apresentam parciais, incompletas, e poderiam ser reduzidas, prolongadas ou reenquadradas. Apenas servem para completar as reflexes da primeira parte, operando o encontro entre princpios gerais e o material flmico real.

Filmes de Grifith, Hitchcock, Truffaut, Angelopoulos e Jarmush, entre outros, compem o elenco das obras apresentado pelos autores para estimular o desenvolvimento da capacidade analtica e crtica em cinema.

Os obstculos anlise Obstculos de ordem material Foi possvel ver algumas anlises perseguindo em vo o mito de uma descrio exaustiva do filme. Empreendimento evidentemente fadado ao fracasso. Analisar um filme implica que se veja e reveja o filme. Muitos crticos e tericos cometeram erros baseando-se numa viso nica de um filme. O analista dever estabelecer um dispositivo de observao do filme se no quiser se expor a erros ou averiguaes incessantes.

Deve aprender a anotar, se proporcionar. A partir do incio do processo de anlise, no se mais um espectador comum Obstculos de ordem psicolgica A descrio e a anlise vm de um processo de compreenso, de re constituio de um outro objeto, o filme acabado passado pelo crivo da anlise, da interpretao. Analisar um filme no mais v-lo, rev-lo e, mais ainda, examin-lo tecnicamente. O trabalho de anlise tem dois motivos: a anlise trabalha o filme, no sentido em que ela o faz mover-se, ou faz se mexerem suas significaes, seu impacto.

Alm disso, a anlise trabalha o analista, recolocando em questo suas primeiras percepes e impresses, conduzindo-o a reconsiderar suas hipteses ou suas opes para consolid-las ou invalid-las.

Estamos cercados por um dilvio de imagens. Seu nmero to grande, esto presentes to naturalmente, so to fceis de consumir que nos esquecemos de que so o produto de mltiplas manipulaes, complexas, s vezes muito elaboradas.

O desafio da anlise talvez seja reforar o deslumbramento do espectador, tornando, porm, esse deslumbramento participante. Impresses, emoes e intuies nascem da relao do espectador com o filme. A origem de algumas delas pode dizer mais do espectador que do filme porque o espectador tende a projetar no filme suas prprias preocupaes.

O filme, no entanto, permanece a base na qual suas projees se apoiam. O que analisar um filme? A anlise flmica significa duas coisas: a atividade de analisar e o resultado dessa atividade. A reflexo que se segue questiona, sobretudo, a atividade. Analisar um filme como decomp-lo em seus elementos constitutivos. Parte-se do texto flmico para desconstru-lo e obter um conjunto de elementos distintos do prprio filme.

Assim, o analista adquire certo distanciamento do filme. A desconstruo pode ser mais ou menos aprofundada ou seletiva, segundo os critrios de anlise. Numa segunda fase, so estabelecidos elos entre esses elementos isolados e se compreende como eles se associam e se tornam cmplices para fazer surgir um todo significante: reconstruir o filme ou fragmento. O analista deve respeitar um princpio fundamental de legitimao: partindo dos elementos da descrio lanados para fora do filme, deve-se voltar ao filme quando da reconstruo, a fim de evitar reconstruir outro filme.

Ou seja, no sucumbir tentao de superar o filme. A desconstruo equivale descrio. A reconstruo corresponde ao que se chama de interpretao. As fraquezas encontradas em algumas anlises de estudantes ou de outros podem ser: 1 a pessoa acredita estar interpretando, reconstruindo, quando apenas descreve; 2 a pessoa tenta interpretar antes de ter descrito: faz uma parfrase.

Outra fraqueza: sair definitivamente do filme para se entregar a uma fabulao pessoal. Em casos mais comuns, o analista acredita nada ter a dizer sobre o filme, ou fica aterrorizado diante da ideia de emitir uma hiptese pessoal Na busca documentria, recolhem-se dois tipos de textos: de informao geral relativos filmagem, informaes sobre o diretor e sua carreira, histria do cinema A anlise da sequncia de um filme exige tempo, perseverana; implica passar por uma srie de tarefas obrigatrias e resistir em parte seduo operada pelo filme.

A proposta de que o analista se instale diante do filme ou fragmento sem tentar um esforo intelectual particular. Sugere um afrouxamento intelectual que permita uma percepo mais sutil, refinada do filme de um certo modo mais terna e que pode se revelar muito produtiva.

Ser um espectador normal por alguns momentos, deixar o filme falar, procurar sem buscar Se considerarmos o cinema como arte, situar o filme em uma histria das formas flmicas. Participa de um movimento ou se vincula mais ou menos a uma tradio. Normalmente atribuda a D. Griffith a elaborao da forma narrativa cinematogrfica que serviria de modelo aos clssicos hollywoodiano e europeu a partir de O papel de Griffith no deve ser separado de todo um contexto, especialmente da instalao de um modo de produo racionalizada dos filmes nos grandes estdios de Hollywood.

O princpio de linearizao o modo como se vincula um plano ao plano seguinte: vnculo no movimento, no olhar e no som inclusive em filmes mudos vemos que o personagem ouviu algo. Esses meios tm em comum o fato de que fazem o espectador esquecer o carter fundamentalmente descontnuo do significante flmico constitudo de imagens coladas umas s outras. A narrao flmica clssica O cinema, a princpio situado sob a influncia predominante da cena teatral, de sua decupagem em quadros e do ponto de vista que oferece sobre a histria contada, v suas formas narrativas conquistadas pelo romance.

O espectador de cinema, contudo, no um leitor de romance: suas referncias visuais devem se apresentar de modo que o espao e o tempo da narrativa flmica permaneam claros, homogneos e se encadeiem com lgica. A narrativa normalmente est centrada num personagem principal ou num casal regra reforada pelo star system , de carter desenhado com clareza, confrontado a situaes de conflito. Cada gnero comporta caractersticas especficas no plano dos contedos tipos de personagens, intrigas, cenrios, situaes e no das formas de expresso iluminao, planos, cores, msica etc.

Algumas tendncias rebeldes ao classicismo A partir de , o cinema americano, organizado de forma poderosa, invade as telas do mundo todo, impondo um modelo esttico MRI Modelo de Representao Institucional.

O modelo enfrenta resistncia na Europa o cinema sovitico dos anos , aps a Revoluo de , utilizado pelo Estado como meio de propaganda ideologia.

Os cineastas engajados no movimento revolucionrio recusam fortemente o modelo hollywoodiano e suas opes individualistas personagem principal, estrelas , seus objetivos puramente espetaculares e comerciais, seu modo narrativo alienante onde o espectador arrebatado no tem possibilidade de refletir ou assumir um distanciamento crtico em relao viso de mundo apresentada.

Cineastas como Vertov, por exemplo, iro reunir imagens filmadas por toda parte, para organiz-las num discurso que exprime uma viso comunista do mundo sovitico. Os cineastas que se voltam para a fico como Eiseinstein e Pudovkin tambm no iro se contentar em apenas contar histrias: desejaro sublinh Recommended.

FORMULARIUM KOSMETIKA INDONESIA PDF

analise-filmica

The analysis will focus on the language used for the production of this film in a historical-cultural. Keywords: film analysis, language, historical-cultural approach. Volta para o centro do vilarejo e avisa o policial. Foucault, A passagem do estado de vida para a morte deve ser ritualizada. Na homenagem a pessoa falecida, ela se popularizou a partir de Essa critica o colega pela atitude de estar observando-a nua.

HONEYWELL 5811 PDF

VANOYE Francis GOLIOT-LETE Anne Ensaio Sobre a Analise Filmica

Ensaio sobre a anlise flmica. Marina Appenzeller. Campinas: Papyrus, A anlise flmica no um fim em si. Esse contexto, porm, varivel, e disso resultam evidentemente demandas tambm eminentemente variveis. Hoje em dia, a anlise flmica , por vezes, requisitada por instituies escolares e universitrias exames de final de curso, por exemplo , concursos CAPES, licenciatura etc. Pode igualmente proceder de solicitaes procedentes de outras instituies: imprensa escrita ou audiovisual crtica, estudo de filmes de diietores , ediqo livros sobre o cinema , cinema constituio de documentaqo de apresentao de filmes ou de conjuntos de filmes, trailms etc.

Related Articles